01 maio 2012

A eleição e o poder da mídia – O cuidado com imagem criada pelo marketing


            O mundo da disputa política se utiliza cada vez mais do marketing. Candidatos são ‘criados’ por profissionais e técnicas capazes de convencer os eleitores de ‘verdades’ que não existem. O perigo ronda ameaçando a autonomia e a liberdade do voto. O eleitor corre o risco de votar em uma imagem criada para satisfazer suas fantasias imediatas, pois, em muitos casos, os candidatos falam o que o eleitor deseja ouvir e não permitem que seus reais pensamentos sobre as principais questões sociais sejam revelados.
            Não se deve ‘diabolizar’ qualquer profissão, mas é muito importante que todos fiquem atentos: votar em uma imagem criada e que não corresponde à realidade é permitir que a simulação predomine sobre os fatos, por isso é bom ficar atento ao papel que os meios de comunicação social desempenham no processo eleitoral.
            Ao analisar um candidato o eleitor precisa buscar ver o que está além das aparências, ou seja, deve se comportar como um investigador da vida pública do candidato; deve buscar ver e ouvir aquilo que o candidato e seus propagandistas não querem mostrar ou falar, pois nessas informações guardadas, e até escondidas, podem estar a verdadeira face do candidato. Quem vota sem desvelar ou sem descobrir as ‘verdades’ escondidas de seu candidato, corre o grave risco de fazer do voto um jogo de loteria.
            O ideal era que a campanha eleitoral estivesse voltada para tornar bem claras as opiniões e interesses dos partidos políticos e de seus candidatos; como isso não ocorre, torna-se necessário que o eleitor acorde de sua comodidade e vá à luta por informações mais originais e menos encardidas. Curioso: embora os programas políticos sejam feitos com imagens e falas bonitas e atraentes, tal beleza serve, na maioria das vezes, para impedir que o eleitor veja, com nitidez, a imagem do candidato em quem votará. É o bonito escondendo o feio por trás de sua beleza aparente.
            Duas observações são importantes: a primeira é que o eleitor precisa saber que quem vai exercer o poder não é uma imagem criada, mas uma pessoa de carne e osso, com uma história, uma forma de pensar e uma ideologia político-partidária. Muitas vezes ocorrem decepções porque se vota em uma imagem artificial, inconsistente e incapaz de corresponder às expectativas criadas; a segunda observação é que o uso de recursos que encobrem a face dos candidatos tem, entre outras, a função de esconder interesses que não podem ser falados abertamente. Quando um candidato se esconde por trás de discursos e imagens muito belas, é legítimo desconfiar e se perguntar sobre os reais interesses que ele tem e que irá defender se for eleito.
            O bom candidato é aquele que está comprometido com o interesse da coletividade e já demonstrou isso com gestos concretos, e o bom eleitor é aquele que busca votar em candidatos que façam de sua campanha uma oportunidade de debate de ideias, ao invés de fazerem promessas lindas que agradam aos ouvidos de suas plateias.
            É preciso que eleitores e candidatos busquem a autenticidade. A esperança e o otimismo garantem: há muita gente boa no mundo da política e cabe a você se perguntar: você, politicamente falando, é uma pessoa boa? Você busca a autenticidade? Você se preocupa minimante com a política? Você sai de sua comodidade para conhecer o candidato em quem você vota?

23 abril 2012

Afinal, o que acontece com o Ser Humano após a morte?


Entre as indagações clássicas que acompanham a humanidade desde sua origem, está a que busca compreender o que ocorre com o homem depois de sua morte. Há quem afirme que a existência encerra-se definitivamente com a morte, há quem defenda que a morte é uma passagem.

Afinal, o que acontece com o Ser Humano após a morte?


            Para os cristãos a morte não é considerada um fim ou o encerramento da vida, ao contrário, a morte sinaliza o fechamento da etapa onde o ser está preso às categorias de espaço e tempo e, portanto, de materialidade. Ela abre as portas para a entrada definitiva em outra dimensão: a eternidade.
Entre os modos de compreender essa realidade tão misteriosa e desejada, pode-se destacar a que considera que, imediatamente depois da morte, o homem será atraído para Deus que o receberá muito mais como Pai Misericordioso do que como Juiz.
Ao se deparar com Deus, o ser humano se reconheceria criatura frágil e insignificante e faria a opção fundamental pelo Criador. Nesse instante (que poderia ser chamado de purgatório!) o homem estaria sujeito a ‘sofrer’ por ter praticado ações que o distanciaram de Deus e por não ter usufruído, ao longo de sua existência, da benevolência que passara a experimentar a partir desse derradeiro contato direto com Deus.
            Uma vez entrando na eternidade, o ser é tomado pela indescritível presença de Deus e passa a experimentar algo totalmente diferente de tudo aquilo que já sentiu, pensou ou viveu. Nessa outra dimensão, a vida assume características que só podem ser tratadas à luz da fé e da Revelação.
            Dentre as várias indicações acerca das realidades celestes, há algo que pode ser destacado como comum a todas elas: o céu é o ‘lugar’ da plenitude, ou seja, no céu o ser não sentirá falta de absolutamente nada, não desejará, não precisará melhorar... o ser estará pleno da Graça; cheio a tal ponto de nada mais poder ser colocado ou acrescentado.
Teoricamente, poder-se-ia dizer que algum ser humano, no uso de seu livre-arbítrio, poderia escolher não tomar parte da Comunhão com o Senhor das realidades celestiais e terrenas, mas as coisas de Deus são tão maiores que a capacidade humana de entender, que fica uma pergunta: será que alguém, no pleno uso de suas faculdades emocionais e racionais, optaria pela ausência eterna de luz diante da real possibilidade de escolher a Claridade?
            Enfim, se de um lado está o homem, com suas marcas de fraqueza, do outro está Deus, que o acompanha no ‘instante’ decisivo e o aguarda de braços abertos para implementar, de modo irrevogável, a grandiosidade de sua misericórdia que perdurará eternamente.

02 abril 2012

A divisão do exercício do poder no Brasil: Executivo, Legislativo e Judiciário.

No século XVIII (1748), o filósofo Montesquieu apontou para a necessidade de o poder político ser exercido de forma separada a fim de que se evitasse a tirania e o indivíduo pudesse ser protegido contra as arbitrariedades do Estado. Se cada função necessária ao bom funcionamento do Estado e da sociedade for assumida de maneira eficaz por quem tem competência para realizá-la, ter-se-á um exercício equilibrado do poder.
O sucesso da teoria dos três poderes depende de os cidadãos terem clareza da identidade e das características que definem cada uma das funções do Estado. È indispensável que, no exercício da cidadania, cada pessoa saiba exatamente o que deve esperar das autoridades que ocupam os cargos no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.
A função do executivo (Prefeito, Governo do Estado e Presidente da República) está ligada principalmente à administração pública: Cobrar os impostos e investir o dinheiro em prol dos interesses públicos; cuidar para que os contratos de compra, locação ou prestação de serviços celebrados pela administração pública sejam honestos e justos; cuidar para que a saúde e a segurança pública sejam tratadas com seriedade e atendam às necessidades das pessoas; desenvolver programas de assistência e promoção social; investir em moradia etc.
A função do legislativo (Vereadores, Deputados Estaduais e Federais e Senadores) é criar leis e fiscalizar a atuação do Executivo. Os legisladores têm a função de representarem a vontade popular através da criação das normas que serão aplicadas pelo Executivo. Os vereadores, por exemplo, devem se dedicar à criação de projetos que visem à melhoria da vida das pessoas. NÃO É TAREFA dos vereadores (e demais legisladores) fazerem obras ou praticarem assistencialismos – pagamento de contas de água e luz; doação de gás; empréstimo de ônibus para velório etc. – tais práticas são indícios de comportamentos corruptos de todos os envolvidos – de quem recebe e de quem doa!  
Ao Judiciário (Juízes, Desembargadores e Ministros dos Tribunais) cabe a função de julgar. Todas as vezes que aparecer um conflito entre duas pessoas e elas não chegarem a um denominador comum, é ao Judiciário que devem buscar. Esse conflito pode, inclusive, ser entre uma pessoa comum e o próprio Estado. O poder Judiciário tem autonomia e independência para resolver as questões que chegam até ele da maneira mais justa possível. Mas atenção: Esse poder só trabalha quando é procurado por alguém que se sente lesionado em seu direito.
É preciso fortalecer o conhecimento das funções de cada poder e, ao votar, fugir dos candidatos que não têm clareza da função para a qual se candidata. Candidato mal informado ou que não tem condições de exercer com eficiência as funções do cargo, não é confiável e põe tudo a perder.

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VAMOS CONSTRUIR UM ANO CHEIO DE CONQUISTAS:

"Quem não tem jardins por dentro não planta jardins por fora e não passeia por eles" (Rubem Alves).

Invista, antes de tudo, em seus jardins interiores, para ser capaz de ver a beleza dos jardins de fora.

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"Existem pessoas que choram porque as rosas têm espinhos...

existem outras que dão gargalhadas porque os espinhos têm rosas" (Confúcio).

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