11 setembro 2014

Eleições: quais são as funções dos cargos que preencheremos?

Estamos nos preparando para mais um importante momento na vida política de nosso país. Iremos às urnas no início do próximo mês para escolhermos ocupantes para os cargos de Presidência da República, Senador, Deputado Federal, Governador do Estado e Deputado Estadual. Antes de reafirmar que o eleitor precisa ser responsável e consciente no momento de fazer sua escolha, é indispensável relembrarmos, mesmo que superficialmente, as funções de cada um dos cargos que iremos preencher.
A principal função do Presidente da República é administrar os interesses do Estado e da sociedade. Está sob sua responsabilidade montar a equipe de trabalho que irá estabelecer a escolha das ações que interferirão diretamente na vida dos indivíduos, tais como: valor da taxa de juros; quantidade de recursos que serão investidos nas políticas sociais etc.
O Senador é um defensor dos interesses do Estado que ele representa. Cada Estado da Federação (Minas Gerais, Acre, Paraíba, Tocantins, Paraná etc.) tem 03 senadores. Seu papel é cuidar para que não sejam estabelecidas escolhas políticas que deixem seu Estado em desvantagem. A boa atuação dos Senadores proporciona equilíbrio e igualdade entre os Estados e Regiões do Brasil.
O Deputado Federal é um representante direto dos interesses da sociedade. É aquele que deve estabelecer o link entre a expectativa do povo e o parlamento (lugar da fala!). Sua principal função é elaborar leis que garantirão a estabilidade social e a materializarão dos direitos individuais e sociais previstos na Constituição da República. É também um importante fiscalizador das ações do Governo Federal (Presidência da República e sua equipe).
A função do Governador do Estado assemelha-se à função do Presidente da República. O Governador deve montar a equipe de Governo e, tanto quanto o Presidente da República, ser responsável pelas escolhas que faz. É a partir do trabalho de sua equipe que serão definidos os salários e a forma de tratamento com os servidores públicos; a qualidade da educação pública e da merenda escolar; a manutenção ou não das rodovias estaduais etc.
O Deputado Estadual é o legislador e o fiscalizador no âmbito estadual. Deve propor projetos de lei que representem as expectativas dos cidadãos. O Deputado Estadual é um porta-voz mais próximo das necessidades do povo e deve levar as principais carências de seu povo para o debate na Assembleia Legislativa.
Além das qualidades específicas para o cargo que pretende exercer, há algumas características que precisam ser encontradas em toda pessoa que pretende exercer uma das funções públicas acima mencionadas. Assim, seguem algumas dicas:
O Candidato precisa ter envolvimento com o povo; precisa ter o cheiro do povo, ser alguém com envolvimento nas questões sociais. Não pode ser alguém que aparece de tempo em tempo só para ganhar o voto e se eleger.
Para exercer quaisquer das funções acima, a pessoa precisa ter ficha limpa, não só do ponto de vista jurídico, mas também do ponto de vista moral. Gente que não é de confiança não deve ser exercer cargo público, pois tem maior probabilidade de praticar corrupção.
Por fim, é muito bom ter cuidado com o político profissional. Esse pessoal que nunca está fora do poder, que sempre dá um jeito para ganhar alguma coisa com a política. Geralmente esse tipo de gente está preocupado mesmo é com seus próprios interesses.

Pesquise sobre o tema; converse com alguém de sua confiança; pense bem! Faça bem feito para não ficar com a sensação de "culpa" por ser representado por péssimos políticos. 

14 agosto 2014

A distância nos atalhos nem sempre é menor

            Em uma canção chamada "vaqueiros urbanos" o compositor Zé Geraldo afirma: "nossos filhos vão saber que a distância nos atalhos nem sempre é menor". É sobre essa ideia que se pretende refletir neste artigo.
            De um modo geral o ser humano tem uma tendência natural pela escolha de atalhos. É a lei do menor esforço. Por que gastarmos mais energia para alcançar um alvo quando é possível alcançá-lo com menor esforço? Para que andar muito se é possível chegar ao destino andando menos?
            Muitas vezes, evitar o desgaste de energia é saudável, natural e recomendável. O problema surge quando o atalho é sinônimo de tomar o caminho aparentemente mais fácil como forma de não enfrentar de modo honesto os desafios que a vida nos apresenta. Os atalhos, nesse sentido, significam a satisfação imediata de interesses ou necessidades que deveriam ser vivenciados ou alcançados de maneira mais trabalhosa ou complexa; atalho, nesse sentido, seria uma espécie de fuga mal sucedida.
            É muito comum nos depararmos com discursos favoráveis à tomada de atalhos falsos que levam seus caminhantes para longe de seus objetivos:
As campanhas publicitárias (propagandas) fomentam o consumismo irresponsável baseadas na promessa de que consumir é ser feliz: atalho; Drogas (lícitas e ilícitas) garantem que a sensação momentânea que causam é mais benéfica que os prejuízos e perdas que proporcionam: atalho; pregações religiosas mercantilizam a fé sob o pretexto de que Deus é solução manipulável, instantânea e substitutiva da ação humana: atalho; convicções pessoais garantem que o "jeitinho", o não cumprimento do dever (especialmente da lei), a corrupção em pequenas coisas, a omissão... não gerarão impactos negativos para a vida social: atalho.
As escolhas que nos eximem de responder (pagar o preço) pelas consequências do que fazemos ou nos isentam de enfrentar o inevitável representam atalhos. O bom senso nos indica que os caminhos "mágicos" nos distanciam da realidade e paradoxalmente nos conduzem para longe do alvo almejado: caminhamos com a sensação de que estamos indo na direção de nosso objetivo, mas nos afastamos dele.
O ser humano não nasceu para sofrer ou para buscar os caminhos mais difíceis, porém é inegável que a vida exige enfrentamentos sérios e disposição para arcar com os preços das escolhas que nos conduzem de modo estável aos objetivos mais significativos da existência.
Os atalhos podem ser opção por caminhar com menos eficiência na direção daquilo que realmente buscamos ou pior: por caminhar para longe ou até para o sentido contrário daquele que queremos chegar.
            Fugir de atalhos que não nos levam aos destinos que realmente buscamos é sinal de colocar em prática uma vida pautada em valores e virtudes que não promovem a satisfação rápida das vontades e interesses, mas garantem significados mais consistentes para a vida.

Ao contrário do que parece, a vida se torna mais leve para quem caminha pelas estradas que conduzem ao destino que almejam, pois os passos não são desperdiçados e o esforço é recompensado com a certeza de que estamos cada vez mais próximos do que buscamos.

03 julho 2014

Que tal falar o que for verdadeiro, bom e útil?

Segundo uma conhecida parábola, quando vamos fazer algum comentário acerca de alguém ou de algum movimento social, devemos submeter nossa fala a três peneiras: peneira da verdade, da bondade e da utilidade.
Precisamos ter certeza ou muita segurança a respeito da veracidade daquilo que vamos falar para não exercermos injustiça com relação ao ouvinte, que seria vítima de um comentário mentiroso ou sem fundamento, nem com relação à pessoa de quem falamos.
É importante praticarmos muita sinceridade na utilização dessa primeira peneira, pois optar por falar a verdade não é sinônimo de se comprometer com uma verdade própria; não basta que você acredite em algo para garantir a veracidade. A questão aqui é mais ampla, pois a veracidade deve ser medida de modo objetivo e expressar adequação (muita aproximação, pelo menos!) entre o que se fala e o fato.
Mas a veracidade é apenas a primeira peneira. Há coisas (e muitas!) que embora verdadeiras, precisam passar pelo crivo das outras avaliações: nem tudo que é verdade precisa ou deve ser falado, por isso devemos nos perguntar sobre a bondade daquilo que iremos falar.
Comentar o tal assunto é uma coisa boa? Ou ainda: a quem farei o bem ao comentar sobre esse assunto? Eu me torno uma pessoa melhor quando falo com alguém determinado assunto sobre alguma pessoa? A pessoa que me ouve se torna melhor ao tomar conhecimento do assunto que irei comentar?
A questão aqui é usar a palavra, as conversas, o tempo que temos com as pessoas para edificar, para fazer o bem, ao invés de usá-lo para denegrir e destruir. E vale lembrar: há coisas que são verdadeiras e que não passam pela peneira da bondade e se é assim, devemos não falar sobre elas para reafirmarmos nosso compromisso de sermos pessoas de bem e a serviço da bondade.
Enfim, se algo é verdadeiro e bom resta perguntar se é útil falar sobre ele. O que essa informação vai acrescentar na vida da pessoa que me ouve? Que utilidade tal informação terá para a pessoa que me ouve? Em que a vida ficará mais fácil – seja a minha ou a de meu ouvinte – quando eu falar aquilo que pretendo?
As conversas que não passam por esses três critérios de avaliação geralmente são danosas e maléficas; machucam as pessoas e perpetuam intrigas; abrem feridas ou as impedem de cicatrizar; semeiam a discórdia; sufocam as sementes da esperança e da reconciliação; expõem a dor e a vergonha de quem já se encontra sucumbido pelo peso de algum problema grave.
Há em todos os setores quem conversa demais: há líderes religiosos que manipulam fatos e palavras para potencializar as futricas; há professores que se acostumam a terem apenas (ou quase sempre) palavras negativas sobre seus alunos; há noticiários que não avaliam a qualidade de suas fontes ao divulgarem suas "verdades".
Por fim resta uma pergunta: o que devemos fazer quando somos vítimas de alguém que ignora a existência e o uso das três peneiras?
Se for uma pessoa próxima a nós devemos levá-la a perceber a importância de ser mais criteriosa quando for falar algo de alguém; se isso não for possível, devemos buscar rotas de fuga: sair de perto; mudar de assunto; demonstrar desinteresse...
Falar menos e ouvir mais, eis uma grande sabedoria a ser buscada com zelo e ternura. Afinal, é bom que toda pessoa seja rápida para ouvir e lenta para falar! 

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Blog dedicado à partilha de informações e materiais de apoio das disciplinas que leciono e à publicação dos artigos que escrevo. Espaço virtual de democratização da busca pelo saber. "Espaço" reservado à problematização e à provocação! Um potencializador das indagações nossas de cada dia. Um Serviço!

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"Quem não tem jardins por dentro não planta jardins por fora e não passeia por eles" (Rubem Alves).

Invista, antes de tudo, em seus jardins interiores, para ser capaz de ver a beleza dos jardins de fora.

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