22 outubro 2019

Mudar é melhor que se desculpar


Conviver é quase sempre um desafio. Os relacionamentos – desde familiares e íntimos até formais e mais distantes – geram situações conflituosas e divergentes. Muitas vezes os choques causam mal-estar, incômodos ou feridas mais profundas.
Os conflitos podem ser encarados de várias formas. Há pessoas que lidam com eles sem se afetarem tanto; há outras que se abatem e carregam por mais tempo as consequências; mas uma coisa é certa: viver e conviver sem choques é impossível.
Quando as divergências envolvem pessoas que não convivem diariamente é mais fácil lidar, pois a distância e o lapso de tempo entre um encontro e outro amenizam os impactos negativos, mas quando os embates envolvem pessoas muito próximas (familiares, colegas de trabalho ou amigos que se encontram com muita frequência), é necessário pensar em estratégias capazes de suavizar os efeitos dos conflitos e de promover melhorias no relacionamento.
A melhor estratégia é a mudança dos comportamentos que levam aos desentendimentos, ou seja, quando as pessoas envolvidas mudam seu jeito de agir, as causas dos problemas diminuem bastante. Pedir desculpas, prometer mudar, fazer planos diferentes para o futuro são sinais interessantes, mas a melhor estratégia é a mudança.
Mudar hábitos e comportamentos não é tarefa fácil; há situações em que não é possível fazer grandes mudanças, mas também não é possível fingir ou tapar o sol com a peneira, pois muitas vezes a única coisa capaz de trazer harmonia aos relacionamentos é a mudança, ainda que parcial, das ações. Vale aqui o velho ditado: fazendo sempre as mesmas coisas chega-se sempre aos mesmos resultados, portanto, se queremos resultados diferentes é necessário fazer coisas diferentes.
A saída mais comum diante dos conflitos interpessoais é pedir desculpa. Claro que isso é importante e saudável, mas o pedido de desculpas, desacompanhado de ações concretas de mudança, soa como estratégia de prorrogação da dor. No fundo alimenta o risco de manter vivas e operantes as situações geradoras de desentendimentos. O pedido de desculpas, para ser porta-voz de boa noticia, precisa estar acompanhado por imediatos sinais de mudança no comportamento.
As mudanças daquilo que pode ser mudado, embora possa parecer muito difícil (até impossível e desastroso!) é sinal de força e de capacidade de renovação. Somente pessoas fortes e bem resolvidas são capazes de reelaborar aspectos de seu comportamento a fim de viver relacionamentos mais saudáveis.
Por fim, jamais se pretende dizer que a proposta desta reflexão significa mudar aquilo que não pode ser mudado. Não se trata de anular a própria personalidade simplesmente para agradar alguém, mas de compreender que os bons relacionamentos exigem importantes adequações.
@joselucianogabriel

02 agosto 2019

Como qualificar as pessoas


Qual é a melhor forma de nos avaliarmos e de avaliarmos as outras pessoas? Que critérios devem ser utilizados para analisar se alguém é competente em determinada área ou atividade?
A sociedade desenvolve critérios que julgam e enquadram as pessoas em padrões. Muitas vezes estes padrões se tornam rótulos que oprimem e diminuem as pessoas que não se adequam a eles. A boa notícia é que há mais a se considerar!
As potencialidades humanas não cabem dentro de padrões, por mais amplos que sejam, por isso é necessário adotar critérios flexíveis quando se vai avaliar pessoas, especialmente quando tal avaliação implica definir se as pessoas são boas ou ruins a partir do que fazem.
Entre as várias possibilidades e debates sobre este tema, duas ideias são bastante interessantes: cada pessoa possui sua própria aptidão (ou vocação); não é possível avaliar as pessoas com os mesmos critérios.
Primeiro destacamos a importância de considerar a individualidade de cada pessoa quando vamos fazer qualquer tipo de avaliação (ou quando vamos fazer uma autoavaliação!). Cada pessoa traz consigo características próprias, por isso, uma coisa que é fácil para alguém pode ser muito difícil para outra pessoa. É importante ter sensibilidade para levar isso em conta, senão corremos o risco de achar que uma pessoa é ruim naquilo que faz porque realiza com menos brilhantismo e naturalidade determinada tarefa.
Em segundo lugar precisamos usar os critérios certos para avaliar as pessoas ou nós mesmos. O uso do mesmo critério para todas as pessoas cria processos de massacre e desumanização. A utilização de uma prova de matemática para avaliar alguém que se destaca em português gerará um resultado frágil ou equivocado.
Juntando os dois pontos apresentados acima, podemos encaminhar algumas conclusões: 1) cada pessoa tem habilidades diferentes ou, em outras palavras, cada pessoa possui um tipo diferente de inteligência; 2) é necessário ter sensibilidade para julgar as pessoas a partir das melhores habilidades que elas possuem; 3) é mais humano e respeitoso avaliar as pessoas a partir daquilo que elas têm de melhor e não a partir das dificuldades.
Concluindo com um exemplo: se você pedir a um peixe e a um macaco para subir em uma árvore, com toda certeza ficará convencido que o macaco é mais inteligente e qualificado que o peixes, mas se pedir aos dois para atravessar um largo rio, se convencerá de outra coisa.
Cada pessoa é boa em alguma coisa diferente. Compreender, respeitar e considerar permite extrair o melhor de cada um. Tem gente que tem muita facilidade para nadar, mas não consegue subir em árvores!

Fazer o que precisa ser feito


As excelentes ideias ou saídas para os problemas precisam ser colocadas prática. A razão de ser das boas ideias é motivar ações capazes de transformar a vida das pessoas e dos grupos dos quais estas pessoas fazem parte. Ideias sem operacionalização se tornam objetos de decoração ou fardos esquecidos propensos a se tornarem pesados e difíceis de carregar.
Indo direto ao ponto, as ideias precisam ser colocadas em execução, ou seja, é necessário ir lá e fazer o que precisa ser feito. É preciso superar os obstáculos que dificultam os primeiros passos na concretização das ideias. É indispensável, sobretudo, superar duas coisas principais: o medo de não dar certo e a comodidade geradora de aparente segurança.
É possível que você esteja pensando: “as coisas não são tão fáceis como podem parecer!”. E você provavelmente tem razão: muitas vezes colocar em prática uma ideia é complexo, desgastante, arriscado e inseguro, mas se olharmos bem, quando se trata de algo que precisa ser feito para melhorar a vida, não colocar em prática é pagar um alto preço.
Voltando às duas principais coisas que precisam ser superadas, pensemos na necessidade de vencer a comodidade. De acordo com alguns estudiosos nosso sistema psíquico tende à quietude e à comodidade; optamos, muitas vezes inconscientemente, por evitar esforços e incômodos... ‘buscamos o prazer e evitamos a dor’ corpo e mente tendem à inércia para evitar fadiga;
A comodidade precisa ser intencionalmente vencida, ou seja, a saída da mesmice e da aparente estabilidade exige um esforço direcionado e pontual; exige que se dê nome à situação; que se estabeleçam prazos e estratégias concretas; que se firme um compromisso consigo (e eventualmente com outras pessoas!) e, por fim, que se tenha alguma clareza de onde se deseja chegar.
Vale esclarecer: as situações que geram comodidade nem sempre são situações boas para as pessoas; muitas vezes as pessoas ficam acomodadas em condições de sofrimento, vícios, dor, humilhação... ficam aprisionadas em algum tipo de ganho secundário – uma espécie de migalha que as mantém silenciadas e imóveis em condição inferior à que poderiam estar.
O medo é outro desafio a ser superado quando se decide fazer o que precisa ser feito. Muitas vezes, talvez na maior parte das coisas importantes vida, existe a possibilidade de algum grau de sucesso e de fracasso. O medo de que as coisas não deem certo pode ter efeito estagnador e impedir a aposta responsável na parcela possível/provável de sucesso.
Pense nisso: o que vai fazer a diferençar sua vida, o que transformará sua condição atual em outra melhor, o que te levará ao sucesso e à felicidade que deseja é fazer o que precisa ser feito. então vamos lá! Faça o que precisa ser feito!

UM ESPAÇO A MAIS!!!

Blog dedicado à partilha de informações e materiais de apoio das disciplinas que leciono e à publicação dos artigos que escrevo. Espaço virtual de democratização da busca pelo saber. "Espaço" reservado à problematização e à provocação! Um potencializador das indagações nossas de cada dia. Um Serviço!

SEJA BEM VINDA (O)!
______________________________________________

CONTATO:

Você pode entrar em contato comigo através do e-mail, por favor, identifique-se no assunto do e-mail a fim de que eu possa atender você rapidamente.

E-MAIL:
lugafap@yahoo.com.br

_________________________

CAROS AMIGAS E AMIGOS!

ESPERO E DESEJO:

QUE A ESPERANÇA SEJA NOSSA GUIA;

QUE A PERSEVERANÇA SEJA NOSSA COMPANHEIRA DE ESTRADA;

QUE O AMOR SEJA NOSSO ALIMENTO COTIDIANO;

QUE O BOM HUMOR SEJA NOSSO PAR INSEPARÁVEL NO BAILE GOSTOSO DA VIDA;

QUE OS RECOMEÇOS SEJAM SINAIS DE NOSSAS TENTATIVAS.

ARQUIVO DE ARTIGOS / POSTAGENS ANTERIORES

________________________________


PENSE, AVALIE-SE, PLANEJE...

VAMOS CONSTRUIR UM ANO CHEIO DE CONQUISTAS:

"Quem não tem jardins por dentro não planta jardins por fora e não passeia por eles" (Rubem Alves).

Invista, antes de tudo, em seus jardins interiores, para ser capaz de ver a beleza dos jardins de fora.

ESCOLHA COMO VOCÊ QUER SER:

"Existem pessoas que choram porque as rosas têm espinhos...

existem outras que dão gargalhadas porque os espinhos têm rosas" (Confúcio).

Seguidores