19 novembro 2019

Autoconfiança, esforço e sorte


Olá!
Você conhece alguém que tem sorte na vida? Ou melhor: você se considera uma pessoa de sorte?
Muitas pessoas compreendem mal o conceito de sorte; muitos associam a sorte à ideia de resultados grandiosos alcançados independentemente do esforço. Mas é possível pensar diferente (e talvez melhor!) sobre este assunto.
Excepcionalmente é possível que alguém seja sortudo e não tenha que realizar o menor esforço para ter grandes resultados, mas a regra é bem outra: os bons resultados decorrem de uma sequencia de escolhas e passos, ou seja, o que para muitos é apenas sorte, no fundo, é reflexo de muito trabalho, dedicação e esforço.
A mudança de olhar a respeito do melhor significado da palavra sorte nos ajuda a avaliar nossas ações cotidianas a fim de tomarmos nas mãos a responsabilidade de nossa vida presente e futura. É importante fugir do risco de esperar que nossa sorte venha de algum lugar misterioso; é mais interessante sermos, enquanto podemos, artífices de nossa própria sorte.
Entre outras coisas, a sorte está muito ligada a duas coisas: autoconfiança e esforço. A autoconfiança é capacidade de manter fé em nós mesmos; de acreditar que damos conta de conquistar aquilo que planejamos ou almejamos; é a certeza operante (não certeza passiva!) de que somos capazes.
A autoconfiança nem sempre é gratuita e natural em nós, ao contrário, às vezes precisamos cultivá-la afastando de nós os fantasmas da baixa autoestima. A autoconfiança precisa ser alimentada com bons pensamentos e com olhares positivos sobre nós mesmos. Às vezes é necessário aprender a ver e destacar o que temos de pontos fortes em nós, afinal, é mais fácil confiar em alguém quando identificamos o potencial que este alguém possui.
O esforço é a energia que dedicamos aos objetivos que pretendemos alcançar; é parte prática da sorte! É o conjunto de ações que leva à realização do resultado.
Às vezes as pessoas olham o resultado e não percebem a história de esforços que antecederam ao resultado, logo atribuem à sorte aquilo que estão vendo! Sorte sem esforço? Engano, afinal, audaces fortuna juvat! (A sorte ajuda os audazes).
Uma advertência importante: o esforço não pode estar ligado apenas a um objetivo específico a ser alcançado. O esforço precisa ser geral. É interessante ser uma pessoa esforçada em tudo o que se faz e não apenas em alguma coisa. A sorte brilha antes para quem é inteira e intensamente esforçado.
Que tal ser (continuar sendo!) uma pessoa de sorte! Pratique autoconfiança e esforçe.

14 novembro 2019

As boas emoções fazem bem à saúde


Os bons sentimentos fazem bem à saúde. Os maus sentimentos adoecem o corpo e mantém a alma aborrecida e sem brilho. Ser atingido por bons ou maus sentimentos nem sempre depende de cada pessoa, mas escolher quais sentimentos serão alimentados passa, em grande parte, pela decisão diária de cada pessoa.
As conexões entre corpo e mente estão cada vez mais evidentes. Os estudos demonstram que pessoas que cultivam sentimentos ruins, além de viverem amargurados emocionalmente, desenvolvem as famosas doenças psicossomáticas, ou seja, manifestam no corpo as dores que brotam na alma (psique, em grego!). Uma mente amordaçada pelo cultivo de sentimentos ruins faz emanar de si diversos sinais e sintomas doentios; bombardeia o corpo.
O cultivo dos sentimentos ruins ocorre quando se deixa crescer dentro de si o ódio, a vingança, a vontade se dar bem a todo custo; quando se dá vazão ao desejo de que as coisas deem errado para alguém; quando se apega a razões demais para justificar que não vale a pena perdoar quem errou; quando se fecha para o fato de que as pessoas tem o legítimo direito de pensarem e viverem como preferirem. Os maus sentimentos se apossam das pessoas, trasvestidos de segurança, mas minam as forças e geram mais desgastes que benefícios.
As pessoas que cultivam sentimentos ruins não se dão conta, muitas vezes, de que o fazem, ao contrário, olham a vida de uma forma segura e decidida, certos de que não há outra forma de viver. Os maus sentimentos hipnotizam as pessoas e suga a vitalidade e a alegria de viver; impedem que o tempo com as pessoas amadas seja melhor aproveitado; fecham as janelas da esperança e asfixiam suas vítimas nos palácios frios de uma racionalidade inumana.
Os bons sentimentos fazem bem à saúde. Geram nas pessoas a “gostosa mania de ter fé na vida”; promovem o otimismo e a resiliência. Tornam a vida mais leve, pois criam a convicção de que se pode ser feliz sem culpa. Cultivar emoções boas é optar por colher o melhor da vida, mesmo quando este melhor vem misturado com coisas que não prestam.
O autor Rubem Alves disse certa vez que “há pessoas que choram porque as rosas tem espinhos e há outras que dão gargalhadas por que os espinhos tem rosas”. Quando vemos uma rosa podemos escolher onde vamos focar nosso olhar e onde vamos manter nossas mãos. Se por acaso pegarmos no espinho é sinal de inteligência soltá-lo o mais rápido que pudermos para machucar menos e assim podermos curtir a beleza do perfume que a rosa tem. O perfume não é menor nem menos impactante porque há espinho perto dele.
Que tal se aventurar a dar mais atenção às coisas boas e menos atenção às coisas ruins. Quem pode escolher o melhor e não o faz está perdendo tempo!

22 outubro 2019

Mudar é melhor que se desculpar


Conviver é quase sempre um desafio. Os relacionamentos – desde familiares e íntimos até formais e mais distantes – geram situações conflituosas e divergentes. Muitas vezes os choques causam mal-estar, incômodos ou feridas mais profundas.
Os conflitos podem ser encarados de várias formas. Há pessoas que lidam com eles sem se afetarem tanto; há outras que se abatem e carregam por mais tempo as consequências; mas uma coisa é certa: viver e conviver sem choques é impossível.
Quando as divergências envolvem pessoas que não convivem diariamente é mais fácil lidar, pois a distância e o lapso de tempo entre um encontro e outro amenizam os impactos negativos, mas quando os embates envolvem pessoas muito próximas (familiares, colegas de trabalho ou amigos que se encontram com muita frequência), é necessário pensar em estratégias capazes de suavizar os efeitos dos conflitos e de promover melhorias no relacionamento.
A melhor estratégia é a mudança dos comportamentos que levam aos desentendimentos, ou seja, quando as pessoas envolvidas mudam seu jeito de agir, as causas dos problemas diminuem bastante. Pedir desculpas, prometer mudar, fazer planos diferentes para o futuro são sinais interessantes, mas a melhor estratégia é a mudança.
Mudar hábitos e comportamentos não é tarefa fácil; há situações em que não é possível fazer grandes mudanças, mas também não é possível fingir ou tapar o sol com a peneira, pois muitas vezes a única coisa capaz de trazer harmonia aos relacionamentos é a mudança, ainda que parcial, das ações. Vale aqui o velho ditado: fazendo sempre as mesmas coisas chega-se sempre aos mesmos resultados, portanto, se queremos resultados diferentes é necessário fazer coisas diferentes.
A saída mais comum diante dos conflitos interpessoais é pedir desculpa. Claro que isso é importante e saudável, mas o pedido de desculpas, desacompanhado de ações concretas de mudança, soa como estratégia de prorrogação da dor. No fundo alimenta o risco de manter vivas e operantes as situações geradoras de desentendimentos. O pedido de desculpas, para ser porta-voz de boa noticia, precisa estar acompanhado por imediatos sinais de mudança no comportamento.
As mudanças daquilo que pode ser mudado, embora possa parecer muito difícil (até impossível e desastroso!) é sinal de força e de capacidade de renovação. Somente pessoas fortes e bem resolvidas são capazes de reelaborar aspectos de seu comportamento a fim de viver relacionamentos mais saudáveis.
Por fim, jamais se pretende dizer que a proposta desta reflexão significa mudar aquilo que não pode ser mudado. Não se trata de anular a própria personalidade simplesmente para agradar alguém, mas de compreender que os bons relacionamentos exigem importantes adequações.
@joselucianogabriel

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Invista, antes de tudo, em seus jardins interiores, para ser capaz de ver a beleza dos jardins de fora.

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"Existem pessoas que choram porque as rosas têm espinhos...

existem outras que dão gargalhadas porque os espinhos têm rosas" (Confúcio).

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